Durante sete séculos, foram os monges cistercienses que proveram à assistência espiritual das gentes desta terra. Nela estabeleceram um notável Mosteiro dedicado a Santa Maria. Foi este Mosteiro, nos seus tempos fulgentes, casa de oração e de trabalho, de culto e de cultura, de serviço a Deus e aos homens.


Esta Casa, tão notável, tão possante, apagou-se. Como todas as suas semelhantes foi despejada por decreto do então Ministro da Justiça, Joaquim António de Aguiar. O documento, assinado por Pedro IV, rei de Portugal, extingue as ordens religiosas nos seus domínios e determina que os seus bens devem ser secularizados e incorporados na Fazenda Nacional.

Consequentemente, esta Casa, outrora esplendida, cheia, viva, viu-se arruinada, desprotegida, saqueada, desmembrada dissolvida nesses tempos novos que diziam ser de luz e de liberdades.


Esta Casa outrora monacal, torna-se, em virtude das circunstancias, numa Igreja paroquial e o Bispado de Lamego, que passa a ter jurisdição sobre ela, atribui-lhe o padroado do Santíssimo Nome de Jesus. Desde então, coube aos párocos que a serviram e servem a tarefa de dar continuidade ao labor dos monges, santificando e servindo o Povo que aqui se tem estabelecido.


Hoje a Paróquia de do Santíssimo Nome de Jesus de Salzedas trabalha para que o Reino de Deus também aqui cresça, para que a fé amadureça, para que os homens se voltem sempre para Deus. Para concretizar estes objetivos, a Paróquia confia-se a Deus e a Maria Santíssima. Mas também se confia aos seus membros. Por isso foi constituído o Conselho Pastoral Paroquial e foram renovados os vários Movimentos e o Programa Pastoral de maneira a corresponsabilizar todos na obra da Igreja.

Conselho Pastoral:


O Conselho Pastoral Paroquial (CPP) é o órgão específico da participação e co-responsabilidade baptismal de todo o povo de Deus na Paróquia, que promove uma pastoral de Salvação a partir das realidades, como sinal representativo e instrumento dinâmico da comunhão eclesial – fiéis/pastores – tanto em ordem ao crescimento interno da comunidade, como em ordem à sua irradiação missionária.

Tem, pois, como finalidades:

1º Fazer e dinamizar a comunhão – fiéis/pastores;
2º Fomentar o crescimento interno da Comunidade;
3º Promover a sua irradiação missionária;
4º Organizar a participação dos fiéis neste projecto;
5º Desenvolver nos fiéis o espírito de co-responsabilidade baptismal.